Uma provável técnica a
ser utilizada no futuro. ..
A estiagem cada vez
mais preocupa, não só os moradores da região nordeste, mas sim todo o
território brasileiro.
Bombardeamento
de nuvens pode ser alternativa para convivência com seca
15/05/12
- 11:17
“Não
queremos criar uma falsa expectativa, mas é uma experiência que não podemos
deixar de fazer num momento como esse”, explicou Salles, afirmando que se o
projeto-piloto for bem sucedido, essa primeira etapa poderá avançar até o mês
de setembro, e se resultados forem significativos poderá ser celebrado um
contrato de um ano. A ModClima já operou na Bahia e afirma que existem
condições muito boas para realizar um trabalho de sucesso de longo prazo.
O
procedimento consiste na pulverização controlada de gotas através de aeronaves
equipadas com tanques de 300 litros de água potável, que fazem as nuvens
concentrar alto índice de umidade e gerar a chuva.
Inicialmente
tendo como base de operações os municípios de Lençóis e Vitória da Conquista, o
projeto deverá ser contratado com recursos das secretarias da Agricultura/SIR e
do Meio Ambiente/Inema, e prevê 12 horas de vôos. Desenvolvida por brasileiros,
a tecnologia é totalmente sustentável e ajuda a recuperar nascentes, melhorar
os índices nos mananciais e sanar os problemas em sistemas de abastecimento.
“Vamos
iniciar um projeto-piloto para mapear e conhecer a situação que deveremos
enfrentar, podendo avançar para contratos de médio e longo prazo. A
probabilidade de chover é de zero a 40%, porque estamos num momento
extremamente adverso”, disse Majory Imai. A filha do engenheiro mecânico
Takeshi Imai, responsável por desenvolver o experimento, explicou que a
identificação das nuvens é feita com o auxílio de radares e imagens de
satélites, lembrando que “as análises permitem identificar previamente o local
onde a chuva deve cair”.
De acordo
com o secretário da Agricultura, o período não é mais ideal para iniciar este
processo, recomendado para o mês de outubro quando existem nuvens e há a
potencialização das chuvas. “Mas nesse momento é importante tentar todas as
alternativas possíveis para minimizar o efeito da seca”, disse.
Os
presidentes das associações de produtores rurais dos municípios de Itaberaba e
Marcionílio de Souza, Alfredo Bezerra e Hernandes Medrado Filho, saíram
satisfeitos com a resposta ágil, objetiva e imediata do governo. “Com esta
ação, o governo acata de imediato a sugestão de uma ferramenta tecnológica de
ponta apresentada pela ONU com efeito de mitigação da desertificação global”,
afirmou o presidente da Associação de Produtores Rurais de Marcionílio de Souza,
Hernandes Medrado.
Tecnologia gera resultados
A
tecnologia de chuva induzida surgiu em 2001 com o apoio da Empresa de
Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), com quem a empresa já
realizou sete contratos para produzir chuvas sobre os mananciais do sistema
Cantareira, em 300 mil hectares, e do sistema Alto Tietê, com 200 mil hectares,
responsáveis pelo abastecimento de água para 20 milhões de habitantes da região
metropolitana de São Paulo.
A
ModClima já atendeu a agricultores no Oeste da Bahia e Goiás (Posse,
Correntina, Jaborandi), agricultores irrigantes em Mirorós, usineiros de cana
de açúcar em Pernambuco, na Zona da Mata, agricultores de soja, arroz e
silvicultores no Maranhão. Já realizou uma missão voluntária em benefício do
Parque Nacional da Chapada Diamantina, atuando na prevenção de incêndios
florestais.
“Acreditamos
e defendemos a ideia de que se a tecnologia de produção de chuvas for utilizada
de uma maneira estratégica e inteligente, ela pode se tornar uma ferramenta
ímpar para ajudar o homem a gerenciar não apenas uma nova fonte de recurso
hídrico, mas ser mais uma arma importante para promover chuvas em regiões que
estão sendo extremamente castigadas pelo clima e pela seca”, afirma Majory
Imai, diretora da empresa.
SEAGRI - BA
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